terça-feira, 7 de junho de 2011

Respiração do nado crawl

Você pode estar nadando perfeitamente, desenvolvendo uma boa metragem durante o treino mas se tem defeitos na respiração, pode estar perdendo todo o trabalho.


Cansaço, pouco rendimento e falta de relaxamento durante e após o nado são consequências de uma respiração deficiente.

PARA TER UMA RESPIRAÇÃO EFETIVA




1.Ritmo respiratório

Encontrar o ritmo adequado a prova, ao nadador, é fundamental para o sucesso da ação respiratória.

2. Velocidade

Aprender a executar o movimento de forma efetiva e rápida, sem afetar a técnica do nado.

3.Volume

Saber respirar de forma adequada deixando algum volume de ar nos pulmões. Este volume pode variar de acordo com a prova, o ritmo e até mesmo durante a própria prova.

4.Variedade

Durante a prova o atleta passa por diferentes momentos. Saber identificar as necessidades de cada destes momentos é fundamental para adequar a sua estratégia de respiração. Tal estratégia pode e deve ser mudada durante a prova e as provas.

5.Relaxamento

Saber respirar de forma tranqüila e efetiva é um grande passo para o nadador tirar proveito da ação respiratória.



ERROS MAIS COMUNS NA RESPIRAÇÃO DO NADO CRAWL


Respirar em demasia.
Não respirar o suficiente.
Segurar a respiração.
Respirar de forma profunda.
Exalar de forma forçada.
Exalar de forma completa, ficando com o tanque vazio.
Exalar muito tarde.
Mover a cabeça em demasia para respirar.
Inspirar e exalar com a face fora d’água.
Respirar antes da virada.
Respirar durante a virada.
Respirar após a virada.

Estes erros bastante comuns e diversos, afetam a técnica da respiração, a técnica do nadador, a parte fisiológica do atleta. Pelo menos 50% dos nadadores possuem algum problema com a respiração.


 
TIPOS DE RESPIRAÇÃO NO NADO CRAWL



BILATERAL

Podendo ser a cada 3, 5, ou qualquer número ímpar de braçadas.

Respiração utilizada em grande escala por fundistas que gostam de administrar e visualizar seus adversários durante suas provas.

Dara Torres talvez seja a grande exceção por conseguir nadar os 50 livre em nado bilateral a cada três braçadas.

Muitas vezes, o bilateral é utilizado em treinamento sob a ótica de correção de nado, ou seja, de forma a manter um melhor equilíbrio do nadador ao respirar para ambos os lados.
 

UNILATERAL


Nadadores podem respirar para um só lado durante a prova, ou alternar um lado a cada distância.

A técnica é bastante utilizada mas muitas vezes podendo gerar alguns erros de “mau hábito” deixando o nado manco ou “pendente” para determinado lado.

BILATERAL NO MESMO CICLO

A estratégia foi utilizada na década de 80 por um nadador húngaro, Tamas DArnyi, que chegou a bater o recorde mundial dos 400 medley.

Tamas Darny tinha dificuldades para segurar a respiração e segundo seu técnico seria mais eficiente manter uma boa oxigenação do corpo ao final da prova.

O estilo só foi utilizado por este nadador e jamais foi repetido por qualquer outro atleta.

SEM RESPIRAR

Nada mais fácil e mais simples do que nadar sem respirar.

Muita gente pode até tentar, mas poucos, muito poucos conseguem fazer o trabalho com qualidade.

Normalmente quem segura muito o ciclo respiratório acaba terminando as provas de forma encurtada e com dificuldades de manter a técnica.

Exceções, são poucas mas merecem destaque.

No plano internacional, ninguém faz melhor do que o croata Duje Draganja que venceu a medalha de prata nos 50 livre dos Jogos Olímpicos de Atenas sem respirar uma só vez.

No Brasil, anos atrás, o recordista brasileiro dos 50 livre era Geraldo Moreira que aplicava tal estratégia após oxigenar os pulmões momentos antes da partida.

Ele hiperventilava os pulmões com respirações profundas e nadava a prova com facilidade completando os 50 livre sem qualquer respiração.
 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

NATAÇÃO X EXERCÍCIO FUNCIONAL

Você está procurando alcançar uma margem competitiva sobre seus oponentes?


O desenvolvimento de uma musculatura central forte junto com um treinamento funcional para a natação, pode ser exatamente o que a seu programa está faltando.


Muitos programas se enfocam somente nos números nas atividades fora da água, esquecendo que a natação é uma atividade tridimensional, pelo quais os lucros em força têm um valor mínimo na melhora da destreza.







O treinamento funcional pode melhorar a habilidade do corpo para gerar potência a partir da musculatura central.






Freqüentemente ouvirá falar do centro (os músculos abdominais e das costas) descrito como o centro de potência do corpo.


Isto é porque quando se treina corretamente, estes músculos atuam de maneira sinérgica para melhorar dramaticamente seu rendimento esportivo. Isto não significa que você tenha que fazer centenas de abdominais por dia.


A não ser significa que você deve treinar de forma específica, e praticar como se competira.


Estes exercícios lhe ajudassem a transferir a força ganha no ginásio aos movimentos específicos da natação.


Quando se considera um exercício para um esporte específico é importante assegurar-se de que o exercício possa ser transferido à atividade desejada.


Os exercícios a seguir imitam os movimentos da natação com o propósito de transferir as lucros de força ao rendimento.


Sendo que a maioria das pessoas se interessam cada vez mas em seus programas de treinamento, é importante escolher os exercícios sabiamente.






Há dois problemas comuns entre os nadadores que podem ser minimizados com este tipo de treinamento funcional:










os desequilíbrios posturais






e as lesões por sobreuso.


Um defeito postural pode provocar que um nadador nade muito mais lento do que em realidade é capaz, ou que se fatigue mas rapidamente tratando de nadar à mesma velocidade.


O alinhamento apropriado do corpo na água pode realmente reduzir a resistência da água e incrementar a potência central, lhe permitindo nadar mas rápido com menos esforço (menor freqüência cardíaca) e com maior eficiência, por um maior período de tempo.


Uma má postura da cabeça e do corpo ou uma musculatura central fraco podem contribuir a dores nas costas baixa tanto durante como depois das sessões de treinamento.






Outra lesão comum é a chamada ombro do nadador.






Esta é uma lesão por sobre uso causada pela instabilidade da articulação glenoumeral (a articulação do ombro) derivando na inflamação dos músculos rotadores.


Para acautelar este tipo de lesão é importante uma mecânica apropriada da braçada.


podem-se observar defeitos mecânicos com a fadiga ou com uma flexibilidade inadequada, o que incrementa o estresse sobre o ombro, e que podem ser solucionados mediante um treinamento apropriado.


Quanto mas fortes sejam os músculos estabilizadores e com uma técnica apropriada, maior tempo poderá o atleta treinar a uma alta intensidade






Exemplo de programa










Estudos têm demonstrado que mesmo uma pausa no treinamento de quatro semanas pode alterar drasticamente as características metabólicas dos músculos do nadador .






Com uma pausa de quatro semanas de treinamento (compartilhado com nenhum ferimento do uso excessivo), é significativamente reduzida capacidade de produzir energia durante o mergulho, enquanto que a inatividade completa leva a uma redução na capacidade aeróbia, o que pode alterar drasticamente o resultado da temporada.






Seria muito melhor para evitar qualquer lesão que poderá resultar no encerramento do programa de formação.Esse treinamento é projetado para um nadador que concorre para as estações, e deve ser feito em conjugação com o peso da formação tradicional e natação. Estes exercícios são concebidos para melhorar a força local desenvolvidos na academia, e transferir o resultado para a resistência geral, aplicam-se diretamente com os movimentos reais da natação. De acordo com Tudor Bompa , "esportes de resistência deve considerar os exercícios multi-articulares que envolvem vários grupos musculares."






Este tipo de exercício não pode permitir a conclusão de grandes quantidades de trabalho, mas fornecer um componente funcional, gerais e específicos, de qualidade superior.






Este circuito usa medicineballs para realizar os exercícios pliométricos com bandas de borracha que apresenta uma resistência variável para atender às demandas de estabilização, bem como exercícios feitos com o seu próprio peso corporal, utilizando os princípios de Pilates, para fornecer uma equilibrar o trabalho.






Você vai usar os exercícios multi-articulares em múltiplos planos para aumentar a estabilidade, força e flexibilidade do corpo. Os grandes músculos (ex. quadríceps, abdomen) mostram maior resistência, assim como uma força maior para os níveis submáximos de esforço em comparação com os músculos menores (ex. bíceps), de acordo com a proposta por Brooks .






Você vai usar esse programa de treinamento funcional para integrar a sua força de formação tradicional e, assim colher os benefícios dos dois tipos de exercício melhorar o desempenho atlético.






Ao utilizar este programa:






Faça um aquecimento e em seguida trabalhe com maior intensidade, permitindo que a atividade seja transferida para a competição.


Ao seguir de um exercício para outro, faça uma pausa de menos de um minuto.


Mantenha-se em movimento para produzir uma transição suave e contínua. Para melhores resultados, manter o padrão natural do movimento do seu corpo. É quando ela vai contra a tendência natural quando as lesões ocorrem.


Todas as articulações devem trabalhar sinergicamente(simultaneamente) em um movimento funcional. Isso ajudará a manter a freqüência cardíaca dentro dos limites adequados de treinamento.


Se você é um nadador distância, tente manter a sua freqüência cardíaca entre 60-85% da máxima. Se você for a velocidade de um nadador seria adequado para treinar mais de 85% do máximo e na zona anaeróbia de formação.


PROGRAMA






Este programa deve ser realizada 2-3 dias por semana antes de nadar. Complete este circuito 3-4 vezes, dependendo do tempo que tem disponível.






Três minutos de descanso entre os circuitos. O primeiro circuito deve ser realizada a uma taxa de 75% de certeza de ter feito um bom aquecimento antes de exercícos pliométricos.






1. Ombro imprensa sobre a cabeça com rotação e agachamento.






Use uma esfera de medicina (6-8 quilos para as mulheres e 10-12 libras para os homens). Repita esta atividade alternando direita e esquerda para completar 20 repetições (10 para cada lado)






Passo 1: Comece com o pé a bola no peito e fazer a imprensa do ombro (ver Figuras 1a e 1b)


Fase 2: Execute uma rotação da coluna à direita, e voltar para a escola (ver Figura 1c)


Fase 3: Execute um agachamento com a bola na altura do peito (ver Figura 1d)














Figura 1a. Ombro imprensa sobre a cabeça com rotação e agachamento: posição inicial










Figura 1b. Pressione a cabeça entre os ombros










Figura 1c. Execute uma rotação da coluna à direita, e voltar para a posição inicial


Figura 1d. Sentar






2. Sentar -Coloque o medicineball nas costas entre os ombros, cotovelos apontando para cima. Execute 20 repetições, sem pausa.






Passo 1: Execute o agachamento até os joelhos estão em um ângulo de 90 graus (ver figura 2)


Fase 2: Execute explosiva que se estende até um pé (o salto pliométrico opcional na fase 2 para a série 2-4) (ver Figura 2b)










Execute o agachamento até os joelhos estão em um ângulo de 90 graus


















Figura 2b. peq. sentada para trás,fase 2






3. Projeção do quadril para trás






Realize 15 reptições sem pausa.






Fase 1: apartir da final de "sentadilla", leve o medicineball entre suas pernas na altura dos tornozelos (ver figura 3a)


Fase 2: extenda as pernas para a posição de pé, enquanto balançando braços acima da cabeça com o movimento explosivo (não solte a bola) (ver figura 3b)






Figura 3a. Lançado acima retornando volta a fase 1










Figura 3b. Lançado em volta, fase 2






4. Lançado durante o seu impulso para a frente da cabeça (alternando as pernas)Realize 10 repetições com cada perna sem pausa.






Fase 1. Realize uma estocada para a frente com a esfera de medicina sobre sua cabeça com os cotovelos flexionados em 90 graus(ver figura 4a)


Fase 2. Concomitante com a Fase 1, estender os cotovelos, como se para lançar a bola para a frente (não solte a bola) (ver figura 4b)






Figura 4a. Lançamento para trás sobre a cabeça como arremesso a frente, fase 1.










Figura 4b. Lançamento para trás sobre a cabeça como arremesso a frente, fase 2.






5. Sentada rápida e puxar com os braços estendidos






Use um elástico de força média com duas alças. Gancho da banda em um post e colocar na frente dele. Execute 30 repetições, sem pausa. Tente fazer o exercício o mais rápido possível porque a velocidade determina a intensidade.






Fase 1: realizar um agachamento, enquanto simultaneamente puxando a banda para seus quadris, mantendo os cotovelos em linha reta(figura 5a)


Fase 2: retorne a posição inicial(figura 5b)






Figura 5a. Agachamento rápido e tração com os braços extendidos, fase 1










Figura 5b. Agachamento rápido e tração com braços estendidos simultâneos, fase 2






6. Estilo livre tração a frente (balançando os ombros [ombro roll])






Use uma faixa de borracha grande de resistência média com duas alças. Gancho da banda em um poste e fique de costas para o mesmo.






Realize 30 trações sem pausa. Asegure se de alternar os braços. Faça movimentos rápidos (quanto possível) potência, a velocidade determinará a intensidade. Você deve se sentir como se estivesse nadando crawl com rolamento de ombros (ver figuras 6a, 6b y 6c).










Figura 6a. Tração crawl a frente, posição inicial










Figura 6b. Tração crawl a frente, fase 1










Figura 6c. Tração crawl a frente, fase 2






7. Rotacão do tronco com extenção dos braços






Utilize uma faixa de borracha de grande resistência média com duas alças. Gancho da banda em um poste e fique perpendicular ao apoio. Execute 30 repetições, sem pausa para o lado. Repita o procedimento para o outro lado.






Fase 1: Fique de pé, tendo as alças com ambas as mãos e tal distância que provoca uma leve tensão na banda. Mantenha os braços estendidos e realizar uma rotação do tronco tão grande quanto o seu corpo permite (ver figura 7a)


Fase 2: retorne a posição inicial (ver figura 7b)






Figura 7a. Rotacão do tronco com braços extendidos, fase 1










Figura 7b. Rotacão do tronco com braços extendidos, fase 2






8. Elevação de braços e pernas em pronação






Deite-se de barriga para baixo com os braços estendidos acima da cabeça e pernas estendidas, cabeça para baixo. Verifique se o seu pescoço está alinhada com a coluna para eliminar o stress possível. Repita esse exercício duas vezes antes de começar a se mover.






Fase 1: levante os braços e pernas como superman , movendo as simultaneamente (abrir e fechar) conte 20 repeticões (ver figura 8a)


Fase 2: retorne a posição inicial (ver figura 8b)






Figura 8a. Elevacão de braços e pernas , fase 1










Figura 8b. Elevacão de braços e pernas , fase 2






9. Tesoura






Deite de costas na posição de alongamento dos isquiotibiais com ambas as pernas estendidas em posição de tesoura. A perna abaixo deste não deve tocar o chão. Segure a perna que está de volta com as duas mãos na panturrilha. Execute 20 repetições, sem pausa (10 em cada perna).






Fase 1: com os olhos no umbigo e no pescoço em um "C", levante a perna para a cabeça de um alongamento suave. Segure por um segundo. Certifique-se de manter a sua parte inferior das costas coladas ao chão (ver figura 9a)


Fase 2: balançar as pernas para mudar de posição, mantendo uma posição estável até a cintura escapular ea pequena porção da parte de trás é suportado. Repita a Fase 1 com a outra perna (ver figura 9b)






Figura 9a. Tesouras, fase 1










Figura 9b. Tesouras, fase 2






Mesmo que não se adote métodos diferentes para auxilia-lo no treinamento e melhoria de sua condição física é importante conhecer alguns trabalhos.


Sempre é possível aproveitar algum elemento metodológico.


Agora ...Caia na água e...Bons Treinos!!!






Fonte:


1. Bompa T. Periodization: Theory and methodology of training (4th ed.). Champaign, IL, Human Kinetics. 1999.






2. Brooks D., Brooks C. Integrated balance training: A programming guide for fitness professionals. Canton, OH:DW Fitness, LLC. 2002.






3. Kammer S., Young C., Niedfelt M. Swimming injuries and illnesses. The physician and Sports Medicine. 27(4): 51-60. 1999


http://tudosobrenatacao.blogspot.com/search/label/CRAWL
 

domingo, 5 de junho de 2011

Melhorando o nado de crawl

Todos queremos nadar mais rápido...Aumentar a velocidade na natação é muito mais difícil do que aumentar a velocidade em outros esportes, como o ciclismo, no qual o atleta muda uma marcha e mantém as rotações por minuto ou, simplesmente, aproveita um declive e já esta mais veloz, ou na corrida, atividade mais natural do ser humano, em que qualquer atleta de final de semana pode dar um pique em uma velocidade elevada por vários metros, por exemplo.





A Natação é diferente por uma série de motivos, o principal é o meio líquido, onde se locomover tem um custo energético 4 vezes maior do que na terra.


Outro motivo importante é o quadrado da velocidade: esse princípio diz que para dobrar a velocidade do deslocamento quadruplica-se a resistência da água.


Por esse motivo, alguns atletas durante os treinos baixam poucos segundos em uma determinada distância e sua sensação de esforço é tão grande.


Uma das soluções é treinar cada vez mais, e aprimorar a técnica, para isso você deve se concentrar nos movimentos que já são “automáticos” e tentar conscientizar-se de cada gesto, desenvolvendo a propriocepção, habilidade de fazer o movimento correto sem estar se vendo. Seguindo as orientações dos seus treinadores, professores ou técnicos.


Algumas dicas para aumentar a sua velocidade no nado crawl:


1. evite movimentos desnecessários


2. busque uma ótima combinação de contração e relaxamento muscular


3. Garanta a harmonia da respiração com os movimentos dos braços


4. produza forças propulsivas


5. reduza a ação de forças resistivas


6. Mantenha a continuidade (fluência do nado)


A melhora da técnica deve ser trabalhada em todos os treinos com exercícios educativos no inicio de cada sessão pois é nesse momento que o nadador descansado pode executar melhor os movimentos.


Outra alternativa é o treinamento de velocidade pura que muitas vezes é negligenciado por atletas de provas longas.


Esse treinamento consiste em executar tiros curtos de 10 a 15 metros com o estimulo maximo de velocidade.


As séries devem ser de poucos tiros para se ter uma qualidade boa.


Ex: 4x12.5mts velocidade com intervalos de 12.5mts solto mais 1 (um) minuto parado.


A natação exige dos atletas varias qualidades físicas, entre as mais importantes para aumentar a velocidade do nado eu destaco a flexibilidade e a força.


Bons treinos!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Porque trabalhar Pernada?

Dicas para uma pernada mais potente:
1.RELAXE SUAS PERNASA chave para uma pernada rápida e potente é ter o movimento "fácil e relaxado".
Muitos nadadores pensam que ter uma pernada boa é bater perna "duro".
Quanto mais rápido você quizer ir, mais relaxado você deve estar.
Tente manter a ação da pernada solta e acelere seus pés mas mantenha o trabalho alto e relaxado.

2.POTÊNCIA VEM DO QUADRILA potência verdadeira da pernada vem do seu quadril.
Bom trabalho de pernada começa no quadril, e é transferido para toda a ação da pernada.
A ordem é quadril, perna, joelho, tornozelo e pé.
Comece o movimento de pernada com um pequeno mas potente movimento do seu quadril, permitindo a força crescer ao longo dos músculos da sua coxa, e seguir a ação da pernada até o final.

3.RITMORitmo é um elemento fundamental em todos os movimentos eficientes.
Comece bem simples, nas pernadas de crawl e costas conte de 1 a 4, e tente desenvolver o seu próprio ritmo de pernadas.
Para o nado peito use o ritmo através do raciocínio: "longo e forte". Pernada forte + pernada longa até você chegar ao controle do movimento.
O ritmo é como uma música que ensaiada vem a contribuir para melhorar o movimento.

4.PERNADA LONGAO movimento de maior amplitude consegue criar mais potência e eficiência do que os movimentos mais curtos. Sabendo deste princípio, você tem duas opções: ou você cresce mais ou tenta extender o seu movimento de pernada aumentando a amplitude do trabalho.
Tente manter a pernada na água o quanto mais melhor e os dedos dos pés apontando para o outro lado da cabeceira da piscina.

5.FLEXIBILIDADEA flexibilidade ajuda e facilita uma melhor posição de nado com menor ou quase nenhum esforço. Ver imagem em tamanho grande
Flexibilidade também ajuda a precaver lesões e no trabalho de perna ajuda (e muito) a manter o movimento fácil, relaxado e solto.

Bons nadadores de perna normalmente tem uma excelente flexibilidade de tornozelo.




6.FORÇABoa pernada é a combinação de três coisas: pernas longas (técnica), pernas relaxadas (flexibilidade) e finalmente pernas fortes (trabalho de força).
A combinação destes três fatores fazem o bom nadador de perna. Pernas fortes sem flexibilidade não vão resolver o seu problema.
Pernas relaxadas sem potência também não. Você precisa a combinação e o balanço das três.
7.TREINO DE PERNADA FORTENão use o treinamento de pernada para relaxar ou conversar com seus companheiros de equipe.
A imagem “http://www.bestswimming.com.br/fotos/underwater.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
Bata perna como você nada, forte!
Tente fazer algumas séries com objetivos determinados e programados.
Desafie a você mesmo. Seja no intervalo ou na média a ser atingida.

8.TRABALHO DE PERNA SUBMERSAAproveite as viradas e tente tirar proveito do trabalho submerso.


Seja em borboleta, costas, peito ou crawl, todas as viradas e saídas tem uma parcela muito grande do trabalho submerso a ser desenvolvido.



Desenvolva um trabalho de amplitude para o trabalho de força e resistência e freqüência para potência e velocidade.
A imagem “http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,15301605-EXH,00.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

MONTANDO UM TREINO


1) Cada treinamento deve haver pelo menos uma série dedicada a desenvolver o trabalho de pernada.
2) 20% do volume total do treinamento deve ser dedicado ao trabalho de perna.
Num treinamento de 7.000 metros é 1.400 por cada sessão.
3) 50% do trabalho de pernada deve ser feito de costas e com pernada de borboleta.
4) Controle e equilíbrio do corpo na água podem ser adquiridos com pernada com palmateio, perna com pullbuoy, pernada vertical, pernada com ou sem prancha, sempre primando pelo equilíbrio e boa posição na água.
5) Identificar freqüência cardíaca máxima em trabalhos de perna e construir séries em cima disso.
6) Organizar séries dentro dos sistemas de energia.
7) Velocidade de pernada pode ser melhorado quase que imediatamente se o volume e a intensidade foram aumentadas no programa.
8) Não permita trabalhos de pernada sem objetivo ou fracos durante o treino.
O maior volume de pernada deve ser feito no estilo ou pernada de borboleta na posição de costas.
A imagem “https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQ2HTguKH0NcjiprotWPL3fqClVrKHl6EOFS7f0z_hJD8SBE4UCZiLEoLuvoJe9A4on_1XL9LKChvVyvolZlqtU5i8PaFUP0XIGBZjsxkgDBnQgL6a0YhnqxYvVua-eqlrgpga_Kccg8nO/s320/michael-phelps-1.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
9) Estabeleça tabela de melhores tempos de pernada para as distâncias de 50, 100, 200 e 400 metros.
10) Estabeleça média para séries testes a serem repetidas a cada mês.
11) Não tenha medo de combinar séries de perna e braço com trabalhos de qualidade.

Então... Bom Treino!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Disputa da maratona aquática exige esforço maior e série de cuidados



 








Técnicos e dirigentes atribuem o crescimento da prática de maratona aquática no Brasil à quebra da monotonia e à facilidade em encontrar praias na costa do país.

Quem compete no mar está em contato com a natureza e pode fugir de treinos monótonos, de um lado a outro da piscina.


A prática, porém, exige cuidados especiais.

  • Primeiro, com o preparo físico.
  • A água agitada exige mais do atleta.
  • Cada trecho da prova pede diferentes níveis de esforço.
  • É preciso dosar a energia.
  • É necessário também atenção à orientação, para seguir as boias que demarcam o percurso e não se perder do grupo.
  • O frio é outro fator de preocupação.
  • A hipotermia pode até alterar a lucidez do competidor.

A ingestão de água pode provocar no esportista problemas como cefaleia, confusão mental, náuseas e câimbras.
A água salgada, levar à desidratação.

Outro item que requer atenção são os animais.
O ataque é raro em travessias, mas provas podem ser canceladas ou mudadas de lugar por conta da presença de tubarões ou excesso de águas-vivas, que causam queimaduras.

Para evitar problemas, especialistas aconselham que treinos e provas sejam feitos com acompanhamento profissional.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Estratégias de sucesso nas provas de resistência

Para os atletas especialistas em provas de resistência, sejam elas o ciclismo, a natação, a corrida ou o triatlo, a manutenção do ritmo competitivo pode constituir-se num fator primordial para a obtenção da vitória. Cada atleta deve procurar conhecer qual o seu ritmo ideal de competição.
Assim, durante o treinamento, algumas sessões devem ser destinadas à orientação em relação ao ritmo competitivo ideal.

A importância da manutenção de um ritmo de competição nas modalidades cíclicas de resistência esta associada principalmente à economia de energia proporcionada pela mesma.



Desta forma, àqueles que não se deixam afetar pelas condições externas (o público, a tática suicida de outros atletas, a empolgação do início da prova, etc.), saberão dosar suas energias, poupando seus estoques de glicogênio para a arrancada final.



É certo que, durante uma prova de longa duração, o ritmo de competição irá oscilar durante os vários quilômetros percorridos. Isto significa que é quase impossível manter-se um ritmo competitivo idêntico do início ao fim de uma prova.



Vários são os fatores que afetam a manutenção do ritmo competitivo, dentre eles:




  • as próprias condições do percurso (com subidas e descidas);


  • as condições climáticas (frio, calor, vento, umidade relativa do ar);


  • o estado nutricional do atleta;


  • a experiência do atleta;


  • o tipo de treinamento realizado;


  • fatores psicológicos (falta de confiança no plano estabelecido pelo treinador).



Quando falamos em ritmo, estamos nos referindo à velocidade média de deslocamento do atleta ao longo do percurso. Assim, o que se busca são variações mínimas no ritmo competitivo, sendo que estas variações devem ser programadas pelo atleta e seu treinador, levando-se em consideração todos os fatores acima relacionados.



Como exemplo, a velocidade não será a mesma quando se corre em local plano e subindo uma ladeira. Para que o gasto energético seja distribuído uniformemente ao longo do trajeto, devemos calcular as variações da velocidade de deslocamento em função da inclinação do terreno. Assim, o atleta estará mantendo seu desempenho, poupando sua energia.



O que determina a manutenção da velocidade média de deslocamento é o gasto energético, representado pelo consumo de oxigênio.



Desta forma, mesmo em relação a um terreno plano, o atleta que segue atrás de outro, estará economizando energia, podendo isto significar um ganho de quase dois segundos e meio a cada quilômetro. Isto significa que, se o ritmo planejado para um determinado dispêndio energético for 3min10seg / km, o atleta que segue ligeiramente atrás de outro poderá manter até 3min07,5seg / km, com o mesmo gasto de energia.



A regularidade da distribuição da velocidade média de deslocamento ao longo do percurso é uma estratégia fundamental para quem deseja obter sucesso nas provas de resistência, tática esta adota por todos os recordistas e campeões mundiais.



O Treinamento de Ritmo



O objetivo do treinamento de ritmo é habituar o atleta a realizar as sessões de treino na velocidade média da competição-alvo.



Qualquer que seja a modalidade esportiva, a velocidade da competição é o objetivo a ser perseguido em cada sessão de treino de ritmo.



Desta forma, estaremos preparando o atleta física e psicologicamente para enfrentar a intensidade real em que o mesmo estará competindo.



Existe uma preocupação fundamental em relação à técnica correta do movimento. Assim, a mecânica utilizada deverá ser a mesma da prova, pois o atleta estará exigindo o recrutamento das mesmas fibras musculares que serão utilizadas na competição.



Portanto, é de suma importância o aprendizado do gesto motor específico de cada modalidade, pois este aspecto biomecânico é decisivo para uma redução do gasto energético durante a prova.



Devido à intensidade média do esforço realizado, as sessões de teinamento de ritmo poderão enfocar diferentes aspectos da performance. Assim, para as provas mais curtas, como por exemplo corridas de 3 a 5 km ou triatlos curtos, exige-se mais da potência aeróbia máxima do atleta; já nas provas longas (maratona ou Ironman), os benefícios do treinamento incidirão sobre a resistência aeróbia.



Pelas suas características aqui expostas, o treinamento de ritmo deve ser utilizado durante a fase específica do período de preparação, duas vezes por semana.



Como constituem-se em sessões de grande desgaste psicofísico, devem ser intercaladas com treinos de menor intensidade.



Em relação às distâncias utilizadas no treinamento de ritmo para os atletas maratonistas, as mesmas devem corresponder à 2500 a 5000m, conforme o nível do atleta.



Fonte:Prof. Marcelo Augusti -Graduado em Educação Física pela ESEF, Jundiaí; Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Treinamento Desportivo, pela UNIFESP – Escola Paulista de Medicina